Quinta-feira, 29/10/2026
ÚLTIMAS
Política

Ataques cibernéticos já custam milhões de dólares às empresas de comunicação social, alerta especialista

Ataques cibernéticos já custam milhões de dólares às empresas de comunicação social, alerta especialista

O sector da Comunicação Social enfrenta riscos cibernéticos cada vez mais sofisticados, capazes de comprometer a disponibilidade, integridade e confidencialidade da informação, além de abalar a confiança do público nas instituições mediáticas.

O alerta foi feito pelo especialista em cibersegurança, Sérgio Guivala, durante um painel dedicado ao tema, durante o V Conselho Coordenador do GABINFO.

Segundo a fonte, o custo médio global de um incidente cibernético ronda os cinco milhões de dólares, com os ataques potenciados por inteligência artificial a registarem um crescimento de cerca de 56 por  cento entre 2024 e 2026. 

"O mesmo estudo indica que uma em cada quatro violações de segurança já é impulsionada por esta tecnologia, embora a IA também tenha permitido poupanças superiores a 1,93 milhões de dólares através do reforço dos mecanismos de defesa", afirma Guivala.

Casos concretos foram citados para ilustrar a dimensão do problema, como o ataque sofrido em 2015 por uma televisão francesa, que interrompeu transmissões e provocou prejuízos de cerca de 4,5 milhões de euros, com efeitos negativos que se prolongaram muito além do incidente, incluindo quebras na audiência digital.

Em 2020, também a sul-africana SABC foi alvo de um ataque que expôs dados pessoais e financeiros, obrigando a estação a alertar os seus utilizadores.

Em Moçambique, o especialista destacou o quadro legal recentemente reforçado, com a aprovação da Lei de Segurança Cibernética e da Lei dos Crimes Cibernéticos, além da proposta de Lei de Proteção de Dados já depositada na Assembleia da República. 

Entre as medidas prioritárias recomendadas para o sector mediático, o especialista referiu a autenticação de múltiplos factores, a definição de privilégios de acesso à informação, a realização de backups regulares e a elaboração, e teste periódico, de planos de resposta a incidentes, de forma a garantir a capacidade de prevenir, deter, responder e recuperar de eventuais ataques.

Notícias Relacionadas

Partilhe este artigo:

Facebook Twitter WhatsApp