A Primeira-Ministra, Maria Benvinda
Levi, defendeu este sábado o reforço do investimento no agronegócio,
considerando-o um dos pilares da economia e da segurança alimentar, com
potencial para gerar emprego e aumentar o rendimento das famílias moçambicanas.
O posicionamento foi manifestado
durante a cerimónia de encerramento da 61.ª edição da Feira Internacional de
Maputo, FACIM 2026, realizada em Ricatla, distrito de Marracuene, província de
Maputo.
Sob o lema “Transformação Digital e
Energética Rumo a uma Economia Sustentável e Industrializada”, a FACIM 2026
decorreu durante uma semana, reunindo empresas, investidores, instituições
públicas e parceiros de desenvolvimento e promovendo oportunidades de negócio,
investimento e parcerias.
Durante a sua intervenção, a
Governante apelou à concretização dos compromissos de parceria e investimento
estabelecidos durante a feira, sublinhando a necessidade de transformar os
contactos realizados em negócios e projectos capazes de dinamizar a economia
nacional e reforçar a capacidade exportadora do país.
“Uma feira termina, mas os negócios
não podem terminar com o encerramento dos pavilhões”, afirmou Maria Benvinda
Levi, acrescentando que as acções concretas devem traduzir-se em mais produção,
postos de trabalho, rendimento e melhores oportunidades para os moçambicanos.
A dirigente destacou igualmente a
necessidade de aproximar o produtor do processamento e este do mercado, através
do desenvolvimento de cadeias de valor capazes de aumentar a produtividade e
gerar maior valor acrescentado na economia nacional.
A PM salientou ainda a forte
participação das Micro, Pequenas e Médias Empresas e das províncias na FACIM
2026, considerando que esta diversidade demonstra o potencial produtivo do país
e cria oportunidades para o desenvolvimento de cadeias de valor ao longo dos
corredores económicos.
Maria Benvinda Levi referiu que as
exportações moçambicanas ultrapassaram 7,5 mil milhões de dólares
norte-americanos em 2025, defendendo a necessidade de aumentar a transformação
das matérias-primas no país como parte do esforço de industrialização e de
reforço da independência económica nacional.(GPM)